quinta-feira, 22 de janeiro de 2015

Seu novo pai era calmo e a compreendia muito bem, seu tio, a quem tinha muita confiança também estava satisfeito com o novo governante , tudo estava se ajeitando, finalmente.
Porém as obrigações reais impediam que Ahm fosse sempre presente, por isso Andrômeda se sentia muito só, sabendo que nem sempre sua mãe estaria em bom estado.
A menina sofria em silêncio, sem amigos ou pessoas com quem conversar, quando mais nova, seus pais deram a ela um cão alado, que foi um fiel companheiro até o dia mais triste de sua vida, o dia em que o povo do planeta Pim, que sempre se mostrava passivo perante a corte, atacou de surpresa o território Andrômeda.
Houve choro, grito e tiros das mais diversas e perigosas armas da galáxia, um grupo de soldados de Pim conseguiu invadir o castelo e  chegar até o quarto da princesa que no momento estava escondida com seu cãozinho embaixo da cama... não demorou muito e os arruaceiros  acharam o esconderijo da princesa e temendo a morte de sua dona, o pobre cão alado se jogou sobre os soldados e latia para que sua companheira fugisse.
A princípio Andrômeda hesitou, pois não queria deixar Tobias (seu cãozinho) ,mas acabou fugindo, saiu correndo pelos corredores até entrar por uma porta que antes era desconhecida, quando entrou só conseguiu enxergar um pequeno feixe de luz azul.
A garotinha ficou lá por dois dias, sofrendo, com frio e fome até aquele pesadelo acabar e acabou.

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